28 março 2016

28 março 2016

Quando o assunto é Zika Vírus, todo cuidado é pouco

Para levar mais informações aos alunos e a toda comunidade, algumas unidades da Anhanguera realizaram mutirões, palestras, distribuição de panfletos, vídeos educacionais e atividades de conscientização e prevenção, totalmente gratuitas.

Um dos eventos, que ocorreu na unidade Campo Grande, foi a palestra realizada por Rivaldo Venâncio Cunha, infectologista da Fundação Oswaldo Cruz, uma das maiores autoridades no assunto. Tivemos ainda a participação dos nossos estudantes de Fisioterapia e Enfermagem. “O objetivo é chamar a atenção da sociedade para o combate do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e o zika vírus”, afirma a diretora da unidade, Marlucy Xavier.

Para continuar esse trabalho, trazemos um artigo da nossa professora Heloisa Helena Fares, que é biomédica especialista em Análises Clínicas e dá aulas no curso de Enfermagem da unidade de Santo André. Ela explica um pouco mais sobre o surgimento do Zika Vírus. Boa leitura!

Zika: o ambiente e os micro-organismos

O Zika Vírus é uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya.

Certos organismos migram de uma região para outra e as atividades humanas favorecem mudanças severas em cada ecossistema. Essa afirmação é plausível e cientificamente aceita para o surgimento de algumas patologias, que por meio de agentes facilitadores, penetram em nosso organismo, habitam nossas unidades morfofuncionais de vida, as células, e podem ser capazes de promover a desestabilização de uma sequência de eventos que culminam com o surgimento de novos seres vivos: as crianças.

Sim, o vírus Zica, ou partícula de RNA (Flavivirus) que, por anos, habitou a floresta de Uganda e que não causou mal aos animais silvestres que tiveram contato com a partícula microscópica por meio da picada de mosquitos, hoje amedronta os humanos.

Assim, nos registros da febre amarela e da dengue, mosquitos infectados por esse vírus migraram, atingiram novas populações e transmitiram ao homem a partícula, até então inofensiva. Para acarretar a situação, a presença do lixo (pneus, garrafas, vasos e plantas) constituíram verdadeiros criadouros do aedes aegypti, favorecendo a proliferação destes vetores e a difusão do vírus.

Necessitamos hoje entender o efeito transformador do Zica em nossas células; quais os fenômenos biológicos transformam o desenvolvimento neurológico dos embriões e que, em alguns casos, estão relacionados ao aparecimento da Síndrome de Guillen Barré.

Companhias trabalham incessantemente para o diagnóstico preciso e precoce da patologia enquanto os órgãos governamentais se mobilizam em coibir a proliferação. Estes esforços poderiam ter sido poupados se houvesse a consciência dos fenômenos que levam ao desequilíbrio ecológico.